Neri nega ‘fator Lula’ e diz que Lira e Ricardo Barros influenciaram mudança de Bolsonaro

O deputado estadual Neri Geller (PP) afirmou que a mudança de postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se deve mais à influência do presidente da Câmara de Deputados Artur Lira (PP) e do líder do governo Ricardo Barros (PP) do que ao “fator Lula”.

Algumas pessoas apontaram que o discurso do ex-presidente Lula (PT) e a decisão do ministro Fachin que o tornou novamente elegível poderia ter contribuído para as novas atitudes de Bolsonaro.

Neri ainda inficou outros motivos. “Se atribuiu à gravidade da crise; à queda de popularidade do presidente, por meio de pesquisas; e à conscientização de que tem problemas. Há pessoas próximas a ele que tiveram Covid e passaram por problemas, algumas chegaram a morrer. A partir do momento que isso começa a rondar sua casa, a pessoa começa a mudar seus conceitos. O presidente Bolsonaro mudou isso”, afirmou, em entrevista à Rádio CBN na manhã desta quarta-feira (24).

O parlamentar ainda afirmou que não foi só Bolsonaro que politizou a questão da pandemia, mas também os governadores e toda a classe política. “A classe política, em alguns momentos, ao invés de se preocupar mais com a sociedade, acabou se preocupando em se alto promover politicamente, pensando numa eleição no ano que vem.

O governo federal liberou muitos recursos. Teve muitos equívocos, mas muitas ações diretas que acabaram ajudando os estados. Ano que vem tem eleições e qualquer político fica de olho nisso, mas nesse caso não tem como deixar de ter um pouco de sensibilidade e patriotismo”, disse.

Sobre o poder de influência de Lira e Barros, seus correligionários, Neri afirmou que o importante foi dialogar com Bolsonaro. “Acho que a base no Congresso, com a eleição do deputado Arthur Lira, também está ajudando, pois hoje tem um diálogo mais apurado e alinhado com o presidente. Acredito em dois pontos, a questão do líder Ricardo Barros e o presidente Arthur Lira, que acaba aproximando e colocando posições mais firmes. Sentar com o presidente e dialogar de forma ativa, deixando de lado o ranço. Não dá para politizar ou fazer dessa pandemia uma discussão ideológica”, finalizou.

Fonte: Olhar Direto

Entre no grupo do Olhar Cidade no WhatsApp e receba notícias em tempo real CLIQUE AQUI
Já assistiu aos nossos novos vídeos no
YouTube ? Inscreva-se no nosso canal!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.