Longas filas se formam em frente às policlínicas do Hangar e Mangueirinho, em Belém
Pacientes relatam que policlínica não possui mais testes para detectar o novo coronavírus
Pessoas com suspeita de Covid-19 chegam ainda na madrugada para garantir um lugar para receber atendimento na Policlínica do Governo do Pará. Longas filas sem formam enfrente ao Hangar Centro de Convenções e ao estádio Mangueirinho, transformados em área de atendimento à doença.
No Hangar, a Policlínica realiza 300 atendimentos por dia. Para conseguir atendimento sem correr o risco de ficar sem assistência, o paciente aguarda do lado de fora até que o espaço abra para o funcionamento, às 8h. Mesma coisa quem procura atendimento no Mangueirinho, que realiza 250 atendimentos por dia.
“Eu cheguei aqui às 4h30 da manhã, tinha 25 pessoas na minha frente. Agora tem mais”, conta a diarista Pâmela Souza.
“Chegamos 15 para às 7h. Na frente dela tinham 50”, diz o eletricista Max Oeiras.
E até quem consegue entrar para receber atendimento não sai satisfeito. Dona Lucidete, de 68 anos, apresenta sintomas da Covid-19. Ela tentou realizar os testes para saber se está infectada na Unidade de Pronto de Atendimento do Guamá, mas não conseguiu. A saída foi tentar atendimento na Policlínica do Mangueirinho.
“Ela sente dor, febre, fraqueza, pressão está baixa e não fizeram anda. Disseram que não tinha mais teste, passaram uma receita e nos mandaram para (unidade de saúde) para o bairro do Guamá. Nós já viemos de lá e eles não quiseram atendê-la. Já fomos no hospital de campanha, e disseram que não estão atendendo. Cinco dias atrás fomos na UPA (Guamá) e não quiseram fazer o teste, deram só remédio pra ela”, lamentou a comerciante e filha de Dona Lucidete, Cristiane Soares.
Mulher sentada e com dificuldades de respiorar em frente à Policlínica Itinerante do Hangar, em Belém — Foto: Raimundo Paccó
Fonte: G1 Pará