Polícia do RJ quer ouvir testemunhas sobre relacionamento de cônsul alemão e marido

A Polícia Civil do Rio de Janeiro quer ouvir pessoas ligadas ao cônsul da Alemanha no Rio de Janeiro, Uwe Herbert Hahn, e seu marido, Walter Henri Maximillen Biot.

O objetivo é saber como era o relacionamento do casal.

A delegada responsável pelo caso, Camila Lourenço, também aguarda a quebra do sigilo dos celulares do cônsul e da vítima para analisar o conteúdo dos aparelhos, que foram apreendidos para ajudar nas investigações.

Uwe Herbert Hahn é suspeito da morte do marido, o belga Walter Biot, de 52 anos. A vítima foi encontrada morta, na noite da última sexta-feira (5), no apartamento onde os dois moravam em Ipanema, zona sul da cidade.

Em depoimento à polícia, o cônsul disse que os dois estavam juntos há 23 anos e que há quatro moravam no Brasil.

Ainda segundo Hahn, em maio deste ano o diplomata foi informado que deveria se mudar para o Haiti.

Ele contou que o marido estava feliz com a mudança. Mas, de um mês para cá, começou a ingerir bebida alcoólica de forma excessiva e consumir medicamentos para dormir porque estaria nervoso e angustiado com a organização da mudança.

Na última sexta-feira (5), ainda de acordo com o diplomata, o casal estava no sofá quando de repente a vítima teria tido um surto.

Em um vídeo feito pela polícia no apartamento em que morava, o cônsul mostra como tudo teria acontecido.

Segundo ele, Walter se levantou e saiu correndo, bem rápido, em direção a varanda, e caiu no chão. “Não consigo te dizer o motivo dessa reação. Eu consigo te dizer que nos últimos dois dias ele teve algumas vezes ataques de pânico.

Ele estava nervoso. Algumas vezes ele estava agindo diferente”, disse Hahn à delegada.

A versão, no entanto, não condiz com o que atesta o laudo de necropsia da vítima. Segundo o documento, havia diversas lesões no corpo da vítima decorrentes de ação contundente, sendo uma delas compatível com pisadura e a outra com o emprego de instrumento cilíndrico (supostamente um bastão de madeira), bem como da perícia de local, que detectou manchas de sangue no imóvel, notadamente no quarto do casal e no banheiro, compatíveis com a dinâmica de morte violenta”, pontua o perito no laudo.

O cônsul foi preso em flagrante mas a Justiça converteu a prisão para preventiva, durante a audiência de custódia, na tarde de domingo (7).

A defesa do diplomata pediu o relaxamento da prisão, alegando que ele possui imunidade consular. Porém, a Justiça entendeu que o benefício não se aplica ao caso, por se tratar de um episódio fora do ambiente consular e sem qualquer relação com as funções dele.

Além disso, a prisão foi mantida para evitar colocar em risco a colheita de provas e de assegurar que não haverá fuga.

Em nota, o Consulado da Alemanha no Rio de Janeiro afirmou que a “Embaixada da Alemanha em Brasília e o Consulado Geral no Rio de Janeiro estão em estreito contato com as autoridades brasileiras neste caso”.

“Pedimos a sua compreensão de que, por razões de privacidade pessoal, não podemos atualmente fornecer mais informações sobre a pessoa ou detalhes do caso”, acrescenta a nota.

A CNN tenta contato com a defesa do diplomata, mas, até o fechamento desta matéria, não houve resposta.

Fonte CNN Brasil

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