Cordão de girassol: o que é e para que serve? O PP explica

Muita gente ainda não sabe o que significa quando alguém usa o cordão de girassol. O objeto, cuja utilização ainda não é tão comum, é uma ferramenta internacional para reconhecimento de pessoas com doenças ocultas. O Primeira Página explica o que é e a utilidade do cordão.

Cordao de girassol
(Foto: Hidden Disabilities Store/Divulgação)

Atualmente, as casas legislativas de todo país têm chamado atenção para conscientização do cordão no Brasil. Na ALMT (Assembleia Legislativa de Mato Grosso) já tem um projeto aprovado em primeira votação que institui o acessório como símbolo para os deficientes no estado.

O cordão foi criado há aproximadamente seis anos, em Londres, na Inglaterra. Não há erro para reconhecê-lo: ele é uma faixa estreita de tecido verde com desenhos de girassóis.

O símbolo serve para identificar uma pessoa tenha uma deficiência não visível ou doença rara. Ele serve para sinalizar a preferência de atendimento e suporte diferenciado a este público.

Doenças ocultas são de maior dificuldade de reconhecimento à primeira vista porque a pessoa não apresenta deficiência física. Algumas das doenças desse tipo são: autismo, TDH (Transtorno de Déficit de Atenção), transtornos ligados à demência, Doença de Crohn, colite ulcerosa e fobias extremas.

Mãe do Tobias, de 24 anos, que é autista, Irene Moraes faz parte de três organizações voltadas à demanda dos deficientes com doenças ocultas: AMDE -T (Associação Mato-grossense de Deficientes), Amand (Associação dos Amigos dos Autistas, Neuro Diversos e Doenças Raras) e a MAP/Raafa-MT (Ministério Adventista das Possibilidades).

Ela conta que adotou o cordão de girassol depois que o filho dela sofreu um risco de atropelamento, quando um homem achou que estava sendo perseguido pela vítima. “Ele estava andando de bicicleta pelo bairro e o homem não sabia que ele tinha deficiência”, diz.

Depois disso, Tobias e a família ficaram traumatizados. Demorou cerca de um ano até o jovem poder brincar de volta na bicicleta.

WhatsApp Image 2022 07 27 at 19.39.11 1
Irene e o filho, Tobias. (Foto: Arquivo Pessoal)

Após um tempo, ainda preocupada, Irene contou o fato para a presidente da Amand, e ela apresentou o cordão. Desde então, há uns 3 anos, ela usa e faz a conscientização sobre a utilidade da ferramenta. “Isso salvou a vida do meu filho”, pontua.

Como é usado

Além de fazer o reconhecimento das pessoas com deficiências ocultas, o cordão serve para dar prioridade para essas pessoas em atendimento público.

O símbolo também serve para conscientização. “As pessoas ficam olhando e procuram saber o que é. Quem sabe já vai dando a prioridade”, conta Irene.

“A pessoa que não anda tem o símbolo da cadeira de rodas. Do cego, é a bengala. O nosso é o cordão”, diz. Para os autistas, além do cordão de girassol, é possível usar o cordão com desenhos de quebra-cabeça, que é específico da doença do filho dela.

Conscientização

O cordão é usado pelo filho, pelo marido e pela própria Irene. No entanto, ela explica que as condições de prioridades não devem ser feitas por qualquer pessoa que usar o cordão. “A pessoa tem que ter uma carteira de identificação, que se consegue só com um laudo médico”, diz a mãe do Tobias.

Apesar do avanço nos últimos anos sobre o uso do cordão, o ritmo de conscientização da população local ainda é lento.

“Aqui em Cuiabá ainda tem muitas pessoas sem o conhecimento [do acessório]. Por onde vou, eu tenho prazer em divulgar e falar do cordão. Mas ainda está faltando uma divulgação”, diz.

Outro problema aqui no estado é que não há lojas que vendem ou fabricam o produto. Os pedidos são feitos, geralmente, pela internet pelas instituições das próprias entidades.

“Para mim, Irene, eu uso mesmo porque já vi meu filho correr risco”, finaliza.

Fonte Primeira Página

Entre no grupo do Olhar Cidade no WhatsApp e receba notícias em tempo real CLIQUE AQUI
Já assistiu aos nossos novos vídeos no
YouTube ? Inscreva-se no nosso canal!