Governo atribui R$ 15 milhões com leite condensado a “alto custo-benefício”

O leite condensado “possui alto custo-benefício, considerando seu valor, sua carga calórica e sua longa durabilidade”

O governo federal foi criticado pelos gastos com alimentação - Mateus Bonomi/AGIF/Estadão Conteúdo

O governo federal se manifestou hoje sobre os gastos com alimentação do Executivo. De acordo com comunicado publicado pela Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República), o leite condensado “possui alto custo-benefício, considerando seu valor, sua carga calórica e sua longa durabilidade”. A Secom explicou em nota que a maior parte dos gastos é do Ministério da Defesa e que os alimentos adquiridos — inclusive o leite condensado, que custou mais de R$ 15 milhões e que ocupou o centro das discussões nos últimos dias — são usados para alimentar cerca de 370 mil homens e mulheres das tropas em serviço.

A Secretaria também explicou a aquisição de goma de mascar, afirmando que ela ajuda na higiene bucal das tropas
“quando na impossibilidade de escovação apropriada, sendo utilizado também para aliviar as variações de pressão
durante atividades aéreas.”


Foi uma resposta do governo federal a uma reportagem publicada pelo site Metrópoles no último domingo (24) que
apontou os gastos totais de R$ 1,8 bilhão com alimentação no ano passado.
“O governo federal não deixará sem alimento e sem a devida atenção alguns dos mais importantes órgãos e forças da
Nação”, diz a nota oficial.


O Ministério da Defesa também publicou uma nota sobre o assunto afirmando que “as Forças Armadas devem, por lei,
prover alimentação aos militares em atividade”.


“O valor da etapa comum de alimentação, desde 2017, é de R$ 9,00 (nove reais) por dia, por militar. Com esses recursos
são adquiridos os gêneros alimentícios necessários para as refeições diárias (café da manhã, almoço e jantar). Esse valor
não é reajustado há três anos”, esclarece o documento.

O órgão também falou especificamente do leite condensado, explicando que ele pode ser usado em substituição ao leite:
“Ressalta-se que a conservação do produto é superior à do leite fresco, que demanda armazenamento e transporte
protegido de altas temperaturas”.


Gastos do Ministério da Educação


A Secom também se manifestou sobre os gastos do Ministério da Educação. De acordo com o comunicado, os
alimentos adquiridos por esta pasta se destinam aos restaurantes universitários dos 281 campi de 69 universidades
federais.


Além disso, o ministério também é responsável por abastecer a alimentação de 41 instutições da rede federal de
educação profissional e de 50 hospitais universitários.


Bolsonaro rebateu gasto com xingamento à imprensa


Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro já havia rebatido as críticas em relação aos gastos do governo federal com
alimentação. Durante um almoço com a presença de ministros e personalidades que o apoiam, Bolsonaro disse:
“Quando eu vejo a imprensa me atacar, dizendo que eu comprei 2,5 milhões de latas de leite condensado. Vai pra puta
que o pariu!”.


“É pra enfiar no rabo de vocês aí da imprensa”, disse ainda Bolsonaro, exaltado, chamando a mídia brasileira de
“imprensa de merda”.

Fonte: Uol

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