Tatuador convida intérprete de Libras para sessão com cliente surdo em Cuiabá

Guilherme Morais contou que essa foi a primeira vez que contou com esse auxílio e que foi muito importante. Durante a tatuagem, houve mudanças e esses detalhes seriam impossíveis sem a ajuda de uma intérprete

Tatuagem tem uma bússola e um mapa — Foto: Arquivo pessoal
Tatuagem tem uma bússola e um mapa — Foto: Arquivo pessoal

Um tatuador convidou uma intérprete de Libras – Língua Brasileira de Sinais – para auxiliá-lo durante uma sessão de tatuagem, nesse sábado (22), em Cuiabá. O cliente é surdo.

O tatuador Guilherme Morais disse que essa foi a primeira vez que adotou o serviço e que conhecia a intérprete porque ela já havia feito tatuagens com ele.

“No meio da tatuagem mudamos muitas coisas e se não fosse a intérprete eu não iria saber. Foi muito satisfatório. Muitas vezes as pessoas não têm olhos para isso, então ver que seu cliente se sentiu importante por você se preocupar com ele foi a melhor coisa”, afirma.

A intérprete de Libras, Isnara Maier de Almeida, de 23 anos, mora em Jaciara e foi até Cuiabá para a sessão.

O assistente administrativo Luiz Camelo da Silva Neto, de 33 anos, conta que fazia muito tempo que queria fazer uma tatuagem e que o estúdio o ajudou a concretizar esse desejo.

“Me senti super seguro, pois, de verdade, até hoje, foi o primeiro lugar que fui e tinha uma pessoa para me atender e explicar em Libras”, afirma.

Da esquerda para a direita da foto, Guilherme, Luiz, a mulher de Luiz e Isnara — Foto: Arquivo pessoal
Da esquerda para a direita da foto, Guilherme, Luiz, a mulher de Luiz e Isnara — Foto: Arquivo pessoal

Isnara é professora de ciências e trabalha como intérprete de Libras em uma escola do município e foi o primeiro convite de uma pessoa que é ouvinte. Ela conta que outras vezes que isso aconteceu o convite partiu de amigos surdos.

“As outras vezes que surgiu acompanhamento, foram amigos surdos que me chamaram para acompanhar eles. O Guilherme me chamou e aceitei, mas fiquei ansiosa. O Luiz ficou muito feliz por ter acessibilidade. É um trabalho de humano para humano é bom ser humanizado. Para os surdos, é uma conquista muito grande”, disse.

Ela conta que é mais comum ver intérpretes em igrejas, mas em outros locais, não.

“Esse ano tivemos o primeiro fórum de políticas públicas para pessoas surdas que tratava justamente da falta de acessibilidade em locais, entre eles hospitais”, afirma.

Para o tatuador Guilherme Morais, a ação é muito importante para que as pessoas possam ter a preocupação de tornar os estabelecimentos mais acessíveis.

Fonte: G1 MT

Entre no grupo do Olhar Cidade no WhatsApp e receba notícias em tempo real CLIQUE AQUI
Já assistiu aos nossos novos vídeos no
YouTube ? Inscreva-se no nosso canal!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.